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Os Videojogos


Crítica: Need For Speed Shift
 
O ZTN arrasou nas pistas com o novo Need For Speed Shift. Deixa-te levar pelas curvas e pela adrenalina deste grande jogo, assume o comando e sobe ao pódio com a taça nas mãos.
 
Na nova versão de Need For Speed, as melhorias foram bastantes em relação ao jogo anterior - Pro Street -, em vários aspectos. Desde os gráficos ao realismo da condução. Os gráficos são excelentes e merecem, sem dúvida, nota cinco, assim como as pistas e os carros, que estão muito bem conseguidos. Em relação ao som, é muito gratificante ouvir com pormenor e perfeição o ruído totalmente real do motor, das derrapagens, das mudanças a serem colocadas, dos travões… Algo que também não se viu na última versão de NFS foram carros da marca Seat e Mercedes Benz, por exemplo.
 
Os menus do jogo estão agora muito mais simples e fáceis de manejar do que anteriormente. Dantes, as categorias eram mais do que muitas, com sub categorias no seu interior, o que provocava grande confusão para o jogador encontrar o que pretendia. Outra das novidades, e que certamente será muito bem recebida pelos jogadores, é a visão de dentro do cockpit. Agora o condutor poderá observar com bastante pormenor e detalhe o interior do carro e os seus instrumentos. Ao aproximar-se dos 200 km/hora, o interior fica meio desfocado e a câmara é empurrada para trás, com o objectivo de dar a sensação de que a cabeça do piloto foi projectada contra o banco devido à velocidade. Isto dá ao jogador a sensação de estar mesmo a conduzir um carro de corridas, e faz com que entre por completo no jogo e se deixe levar pelas curvas.
 
Ainda neste jogo espectacular e altamente bem conseguido, consegue-se conduzir à maneira de cada um e criar o seu próprio estilo e perfil de condutor. Em cada corrida, o jogador soma pontos (Profile Points) por várias acções na pista, derrapagens, ultrapassagens e muitas mais, que são usados para avançar nos níveis de condutor (Driver Level). Ao desbloquear um nível, estarás a desbloquear novas pinturas, novas peças, novas modificações e carros especiais.
 
Em cada corrida, o condutor ganha estrelas, dependendo do lugar em que termina a competição e dos objectivos pedidos. O jogo propõe algumas metas para a corrida e, se as cumprir, receberá estrelas bónus como recompensa. Estas estrelas são usadas para desbloquear novas pistas e competições. Existem também as provas por convite especial, que são mais uma oportunidade de ganhar algum dinheiro extra, estrelas e medalhas. Dentro destas provas, existem dois tipos, o de Eliminação, para os condutores agressivos, e o de Volta Rápida que se destina a testar uma condução de precisão.
 
Todo este jogo tem como principal objectivo a Need For Speed Live Tour, que consiste numa prova à volta do globo e que termina com a derradeira corrida para conquistar o primeiro lugar no campeonato. Ao chegar ao Tour, serás um campeão a fazer frente a outros campeões, ao venceres o Tour, serás o campeão máximo. Para lá chegar, terás que levar com muito pó, borracha queimada e carregar bem no acelerador…
 
No entanto, como nada é perfeito, os efeitos de destruição dos veículos continuam a não ser tão realistas como poderiam ser. Em comparação com “Burnout Paradise”, também da Electronic Arts, este novo Need For Speed fica-lhe muito atrás em relação aos estragos nos carros provocados por embates, embora tenham sido melhorados face ao ProStreet. Ainda assim, nesta versão, quando o condutor colide com outro carro, com o raile ou com uma parede, com alguma força, a visão do jogo começa a ficar turva e, se o embate for muito violento, podem-se ouvir as batidas do coração do piloto.
 
Para quem goste de uma corrida cheia de adrenalina e uma verdadeira sensação de pilotar um carro de corridas, este é o jogo ideal e recomendo a sua compra. 
 
Francisco Fernandes/Sentido das Letras/Zona T, Notícias (on MSN.pt)
 
 
 
Boom Blox: Smash Party

Pode dizer-se que é um novo conceito de Puzzle. Steven Spielberg meteu as mãos à obra e, juntamente com a Electronic Arts (EA), produziu Boom Blox: Smash Party, um revolucionário jogo de puzzles que mistura conceitos de Jenga, Tetris, Lego e muitos, muitos blocos…

Boom Blox: Smash Party é o segundo de uma série de três títulos que Steven Spielberg se propôs a fazer juntamente com a EA. A ideia de Boom Blox surgiu da cabeça do conhecido realizador que traduz com muita simplicidade qual a sua inspiração para este título: “um jogo que pudesse jogar com os meus filhos”.

O conceito de Boom Blox é de facto muito simples: deitar blocos abaixo! No entanto, não é por isso que o jogo é menos interessante ou motivador. Boom Blox exige do jogador a sua capacidade de montar artimanhas e de planear a melhor forma para derrubar correctamente os blocos de que precisamos. Para tal, através de movimentos feitos com o Wiimote, o jogador terá de atirar, empurrar, montar, disparar e agarrar uma série de objectos. Por exemplo, perante uma torre de blocos, temos de procurar a melhor forma de retirar os objectos pontuáveis para fora do cenário sem derrubar o resto.

Consoante o tipo de nível, o utilizador terá atirar, agarrar, puxar e levantar ao todo cerca de 14 tipos de diferentes blocos que vão desde blocos indestrutíveis a blocos bomba que podem ser detonados em pleno ar, passando por blocos que desaparecem, blocos com componentes químicos que não podem entrar em contacto com outros da mesma família, e também alguns objectos que poderemos arremessar como uma bola de basebol ou uma bomba.

Boom Blox oferece uma diversidade de jogo impressionante, sendo quase impossível um determinado desafio, mesmo que repetido, decorra e seja resolvido de igual forma. Assim, podemos contar com um modo a solo, onde o jogador pode encontrar diversos mundos temáticos que vai experimentando e ultrapassando, à medida que desbloqueia novos níveis e vai ganhando objectos para editar desafios criados pelo próprio. É verdade, em Boom Blox é possível criar os nossos próprios níveis e partilhá-los via internet! O modo de construção oferece todas as possibilidades ao jogador para fazer o nível totalmente a gosto, desde os vários tipos de objectos, blocos, cenários, até às personagens e figuras que constam do jogo.

Desta forma, as possibilidades são ainda mais amplas, com uma variedade de níveis praticamente ilimitada e acessível de forma rápida através do modo on-line. O modo multi-jogador é em tudo semelhante ao modo a solo (função on-line incluída), com a excepção de confrontarmos um ou mais adversários no mesmo terreno de jogo que, como nós, tentam de forma frenética e ao mesmo tempo ponderada, dar todos os passos para derrubar os objectos que mais lhes interessam.

Quanto à jogabilidade, Boom Blox consegue ser sobretudo extremamente intuitivo de tal forma que mal pegamos no controlador da Wii (mesmo que pela primeira vez), não nos restam muitas dúvidas na forma como operamos as acções que queremos fazer. Empurrar, pegar, atirar, puxar… é fácil.

Basta fazer! A restante mecânica de jogo funciona também, toda ela, na perfeição, incluindo o facto de, por se tratar de um puzzle totalmente tridimensional, podermos ter o total controlo acerca da perspectiva de câmara e do ângulo em que queremos efectuar as nossas acções enquanto jogamos.

Outro aspecto a sublinhar é a excelência em termos da física dos objectos. Quer isto dizer que quando interagimos com os blocos conseguimos ter uma reacção realista dos mesmos, o que permite calcular melhor o efeito dos nossos movimentos e as suas consequências.

Em termos gráficos Boom Blox é simples e divertido. Toda a experiência visual é pautada por muita cor e por alguma invulgaridade, a começar pelas próprias personagens (uns divertidos seres muito emotivos que mais parecem paralelepípedos com braços). Os gráficos, acompanhados de uma sonoridade alegre e pacata, não são pois deslumbrantes mas práticos e transmitem um toque divertido e pitoresco, deixando focar sobretudo na jogabilidade e no planeamento do jogo.

Boom Blox assume-se assim como indispensável para os amantes dos jogos como o Tetris ou o Jenga, tendo o seu criador, Steven Spielberg, juntamente com a EA, realizado de forma simplista e até genial, toda uma mecânica de jogo que permite desde o mais novo dos jogadores até ao mais experiente desfrutar de uma experiência divertida, intuitiva e inovadora. O on-line dá capacidades quase ilimitadas e é, de facto, uma mais valia que a EA tem sabido usar com mestria. A apontar o modo a solo que, apesar da diversidade, para quem não tenha acesso ao modo on-line e ao modo de partilha de níveis, poderá ocorrer nalguma monotonia pelo facto de a estrutura seguida nos diferentes mundos ser essencialmente a mesma.

Para aqueles que não são grandes fãs de jogos como o Jenga ou o Mikado, Boom Blox não é uma escolha acertada. Para os restantes um título certamente a experimentar.

GOSTÁMOS:

.Modo Online e as infinitas possibilidades que proporciona. Controlos intuitivos

NÃO GOSTÁMOS:

.Modo a Solo por vezes monótono

.O grafismo podia ter merecido mais atenção

Pedro Arede / Sentido das Letras (on MSN.pt)

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